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20/02/2012 21:00:00
Aprendendo a Brigar
Jornal da Mobilização - Edição 23 - Fev/2012 - Capa

Talvez você lendo o título desse texto, possa pensar que o autor se equivocou, esquecendo de adicionar entre as palavras a expressão “NÃO” . Durante toda nossa vida, por muitas vezes, aprendemos de nossos pais , avós, professores e educadores que não deveríamos brigar. Com o tempo, comecei a perceber que é impossível, nós, humanos, termos uma vida sem confronto e por consequência sem brigas. Se procurarmos na palavra de DEUS , a Bíblia, vamos encontrar um texto, em João 2:14-17, no qual  narra que JESUS  entra no templo e se ira com as pessoas que tornaram o templo um comércio, banalizando tudo que ali havia de sagrado.  Parece um tanto estranho imaginar JESUS, bondoso, amigo, calmo e sereno, entrar no tempo virando mesas e exortando as pessoas, ou seja, irando-se. No entanto, apesar de comprovadamente Jesus ter se irado nesse episódio,  também na bíblia relata que JESUS passou por esse mundo sem ter cometido pecado algum. Então entendemos que, apesar de sua ira naquele momento, Ele, JESUS, não havia pecado.  Em Efésios 4:26, o apóstolo Paulo exorta: “Irai-vos mas não pequeis.”.

Todos nós nos iramos, cada um do seu jeito, dependendo de sua personalidade.  Alguns iram-se  explodindo,  ou seja, transparecendo a sua ira, gesticulando, falando alto, etc, outras implodindo, se arrebentam por dentro, sem transparecer o tamanho da sua ira, mas todos iram-se.

A ira acontece por sermos humanos, por pensarmos e agirmos de forma diferente, gerando assim conflitos que resultam em ira. A briga é necessária para um relacionamento saudável, quando o confronto não existir é por um único motivo, uma das pessoas desse relacionamento resolveu anular-se, e isso não é saudável.

Diante disso, chegamos a conclusão que a ira é saudável e necessária para qualquer tipo de relacionamento, seja entre pais e filho, entre casais, entre amigos, etc. O que não pode acontecer é pecarmos em nossa ira. Aqui fica uma grande pergunta (?),  mas quando conseguimos nos irar sem que cometemos pecado ?

É fácil, creio que você já viu uma panela de pressão, a finalidade dessa panela é através da pressão poder cozinhar os alimentos, realçando o sabor dos mesmos, ou seja,  da pressão  resultará algo bom. Na panela existe um orifício na tampa com a finalidade de expelir o excesso da pressão, funciona como um “escape”,  sem esse recurso a panela explodiria.  Da mesma forma acontece conosco, em uma briga não podemos permitir que a pressão suba excessivamente,  pois se permitirmos que isso aconteça iremos estourar e é nessa hora que começamos a pecar em nossa ira.

 Nós, assim como a panela, precisamos de alguns “escapes” para que a pressão possa diminuir  e a ira tornar-se algo saudável em nossas vidas. Se não existir o escape, estourarmos, a partir daí perdemos o controle e pecamos.

Na ira existem 7 atitudes que precisam ser  colocadas em prática para controlarmos a pressão:

  1. Não se ponha o sol sobre a sua ira: Ou seja, não durma brigado. Segundo o texto de efésios, o irar-se não é pecado, desde que não se ponha o sol sobre sua ira. Você dormir brigado é como pegar um saco de lixo sujo, mal cheiroso e colocar em ambiente fechado. Todos os que passarem por esse ambiente vão sentir o cheiro e vão se incomodar com ele, assim também acontece com a atmosfera de onde se deu a briga. Ao dormir, pode ser que ainda não chegaram à conclusão dos fatos, mas a reconciliação deve acontecer antes de dormir. Use a seguinte expressão: “Apesar da briga não deixei de te amar”. 
     
  2. Na ira NÃO vale tudo: Está na moda à luta “VALE TUDO”, conhecida como MMA.  Nem mesmo no VALE TUDO, vale tudo.  Mordidas e golpes baixos não são permitidos.  Assim também no momento da ira, seja com seus filhos, esposa ou marido, existe um limite que deve ser preservado. No livro de Provérbios, capitulo 15, verso 1, diz: A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. O limite da ira é o RESPEITO.
     
  3. Na briga, ataque o problema e não as pessoas: Existem muitos relacionamentos destruídos por causa dessa atitude.  Quando somos atacados é natural da raça humana defender-se atacando, mas o problema não está ai. Se atacarmos o problema tudo será resolvido, mas se atacarmos a pessoa, o relacionamento será destruído. Nesse instante a motivação da briga não esta em resolver o problema, mas atacar a pessoa com a finalidade de ser vencedor na discussão. 
     
  4. Na briga, não fale somente de fatos, mas de sentimentos:  Antes de querer provar que está certo, demonstre ao outro os seus sentimentos quanto a  atitude que gerou a ira. Isso  é chave para o entendimento entre as partes que estão em conflito. Muitas vezes os conflitos não começam por causa do fato, mas o fato gera um sentimento que provoca a ira, e, por falta de entendimento, nós buscamos resolver o fato e não o sentimento gerado. Por exemplo, um marido que briga com a esposa por não ser pontual. Muitas vezes o marido briga, não somente por que irá chegar atrasado ao compromisso, mas, principalmente, por se sentir desrespeitado pela esposa.  Para a mulher o fato é simples, chegarão alguns minutos atrasados, mas para o homem o problema da ira está no sentimento de desrespeito por parte da esposa.  Haverá um concerto quando o marido demonstrar para a esposa o que ele sente quando o fato acontece.
     
  5. Na briga, não desenterre defunto: A discussão é referente ao fato de hoje, não permita que na discussão, seja levantando fatos que ocorreram no passado, desenterrando coisas que já foram discutidas e resolvidas no passado. Isso geralmente acontece quando uma das partes não possue mais argumentos, então procura levar a discussão para um fato do passado que ela foi vencedora.
     
  6. Na briga, não havendo um consenso, não concentre-se no resultado e sim na reconciliação: Não havendo acordo, busque a reconciliação. Existem brigas que não existirá um vencedor, ambos os lados possuem seus argumentos e não abrem mão daquilo que entendem ser correto. Quando chega nesse ponto, ambos devem buscar a reconciliação, o mais importante é a pessoa, seu relacionamento, do que simplesmente provar que está certo. Existem muitas questões que não possuem apenas uma verdade, somos pessoas diferentes e pensamos de forma diferente.
     
  7. Nunca dia, “não brigo mais”: Quando isso ocorrer, você acabou com seu relacionamento. As brigas existem para melhorar algo que você entende que está errado. Quando você se anula, automaticamente você está desistindo de melhorar e isso acabará com seu relacionamento.

As brigas, seguindo os princípios aqui descritos, são sadias e servem para o crescimento do relacionamento. Espero que nos próximos conflitos você seja sábio e coloque em prática esses ensinamentos.

Lembre-se: “Irai-vos mas não pequeis”.

Que DEUS possa abençoar imensamente sua vida.

Pr. François do Lago Dantas
Adaptado da ministração do Pr. Renato Oliveira – MCM – Missão Cristã Mundial.


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