Projeto "MOBILIZAÇÃO"

18/07/2011 16:16:27
O que é o Projeto MOBILIZAÇÃO?
Projeto Mobilização Contra o Uso Indevido de Drogas nasceu em meados de 2.009 no coração de algumas pessoas que presenciavam todos os dias, histórias

Esse grupo pertencente à Associação Beneficente Davi Muller, mesmo não tendo qualquer tipo de ligação com as drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, nem qualquer tipo de envolvimento de seus familiares com esse mal, entenderam que por dois motivos algo deveria ser feito:


1) Todos somos vítimas: Pesquisas realizadas nos presídios mostram que mais de 90% dos presos cometeram alguns delitos motivados pelas drogas, seja um pai de família que embriagado bateu na esposa, ou um dependente químico que se tornou um ladrão para poder ter condição financeira de manter o seu vício. As drogas levam a violência e dessa violência somos vítimas todos os dias.


2) A responsabilidade social: Muitas vezes temos empurrado a responsabilidade social somente para nossos governantes, mas esquecemos que se fazermos o mínimo que compete a cada cidadão, a começar na nossa própria casa, poderemos transformar o mundo.


Diante deste cenário, nasceu o projeto Mobilização, que visa através de ações especificas prevenir crianças, jovens e adultos do mundo terrível das drogas. Essas ações são dividias em 3 categorias conforme o público alvo:


Intervenção Global: São programas destinados à população geral, supostamente sem qualquer fator associado ao risco.


Intervenção Específica: São ações voltadas para populações com um ou mais fatores associados ao risco de uso de substâncias, por exemplo: em grupos de crianças, filhos de dependentes químicos, etc.


Intervenção Indicada: São intervenções voltadas para pessoas identificadas como usuárias ou com comportamentos violentos relacionados direta e indiretamente ao uso indevido de drogas.


A proposta do projeto é utilizar nas ações a mão-de-obra de pessoas voluntárias que encontram-se dentro das igrejas. Esse trabalho já vem sendo realizado com sucesso na cidade de Curitiba, onde o então secretário da recém criada Secretaria Anti-Drogas de Curitiba, delegado Dr. Fernando Francischini, tem usado essa força, muitas vezes escondidas dentro das igrejas, como meio de transformar a cidade com ações baratas e efetivas de prevenção. O projeto de maior referência é o BOLA CHEIA que usa dessa mão de obra para levar esporte e cultura nas escolas que funcionam no período noturno, após o período de aula, ou seja, após as 23 horas.


As atividades de caráter de intervenção GLOBAL que serão realizadas nas cidades através da entidade parceira são:


INTERVENÇÃO GLOBAL:


BLITZ: Nos sinaleiros ou ruas de muito movimento, voluntários ficarão devidamente uniformizados com a camiseta do projeto, estenderão uma faixa na frente dos veículos escrita: “TODOS CONTRA AS DROGAS”, com a logo do projeto, outros voluntários irão parando os veículos e informando os motoristas sobre a campanha, entregando um folder com informações práticas que fazem toda diferença. Também para cada carro que aceitar, será colado o adesivo com a logo da campanha. O alvo é colar 1 adesivo para cada 5 habitantes.


Visitação das Casas: Como a idéia é de mobilização, temos como objetivo que todos se mobilizem nos ajudando a vencer esse mal (drogas). Para que possamos atingir todas as famílias das cidades em questão, realizamos através do trabalho voluntário, a visitação de todas as residências da cidade. Nessa visita é levado um jornal com informações importantes para os pais, principalmente no que diz respeito a criação de filhos. Aproveitamos a visita para tirar dúvidas e dar total orientação para os moradores com relação ao mal drogas. Nesse material distribuído, está incluso um pequeno adesivo com o telefone do DISKVIDA.


Campanha escolar: A campanha escolar visa em levar informação sobre drogas a todos os alunos da rede escolar. Todas as escolas e colégios da cidade participaram de uma campanha de 30 dias, denominada “TODOS CONTRA AS DROGAS”, período pelo qual os educadores trabalharão de forma criativa o tema drogas em sala de aula. Antes de iniciar efetivamente o período de 30 dias de campanha, as escolas e colégios, receberão a palestra da mobilização, ministrada por pessoas voluntárias que estão devidamente capacitadas para trabalhar com o tema. Lembrando que existem três modelos de palestras, uma para ministração para crianças de 1ª a 4ª série, outra para crianças e adolescentes de 5ª a 8ª série e outra para adolescentes e jovens do ensino médio. Após a ministração da palestra, com a distribuição gratuita do GIBI e da Cartilha, inicia-se o período de campanha escolar. Todas as ações realizadas pelos professores serão devidamente documentadas, que ao final da campanha deverá ser entregue para o coordenador local que juntamente com a Secretaria de Ensino Municipal e o Núcleo Regional de Ensino escolherão as escolas vencedoras, dividas em duas categorias: 1ª a 4ª série e 5ª a 8ª série. A escola vencedora, no ultimo dia do evento SEMANA DA MOBILIZAÇÃO, será premiada com um computador. Na campanha escolar deve-se orientar os diretores para usar a estrutura do Projeto Mobilização para ministrar a palestra para os PAIS. Nessa palestra é tratado o problema DROGAS e dicas para ajudar na educação dos filhos.


Palestras nas Industrias: Caso na cidade tenha industrias locais, é importante a ministração de palestras para esse publico, focando no tema trabalho x drogas.


Evento Esportivo: Uma das grandes armas que temos para a prevenção contra o uso de drogas é o incentivo ao esporte. Por isso no final da campanha escolar, sugeríamos que seja realizado um evento esportivo de grande repercussão, como por exemplo: Mini-maratona, Torneio de Futebol, etc.


Semana da Mobilização: Semana da mobilização vem em seguida do fim da campanha escolar, onde separamos pelo menos 3 dias para realização desse evento. Em cidades menores onde não existe um local próprio para o evento, aconselhamos a realização em um único dia. Na Semana da Mobilização deverá ser convidada toda sociedade, onde teremos eventos de cultura como: música, teatro e dança, e sempre seguido de um palestrante que possui experiência comprovada para realização de tal palestra. Nesses dias é interessante solicitar nas escolas que possuem aulas noturnas, a liberação dos alunos para participarem do evento, pelo menos uma escola por dia. Se for, em local fechado, pode-se disponibilizar aos alunos que participaram uma senha que ao levar na escola no dia seguinte contará como presença.


Após a realização dessas ações que deverão durar de 3 a 4 meses, deve-se manter a idéia do projeto na cidade através de realizações bimestrais de eventos de cultura e esportiva, além de manter a distribuição mensal do jornal da mobilização nas escolas, industrias e comércios. Caso tenha na cidade rádio AM ou FM, ou também algum canal de televisão, seria muito importante manter o Momento Mobilização, para que todos os dias as pessoas possam ouvir dicas e conselhos sobre o tema. Todo o material para o Momento Mobilização será disponibilizado pelo projeto.


Para o segundo ano, as pessoas já estão prontas para colaborarem, as ações devem novamente repetir o mesmo ritmo do primeiro ano, mas com mudanças no formato das palestras e no material que deverá ser entregue nas escolas. Na visitação, no segundo ano, como a comunidade estará apta a colaborar, aconselhamos que sejam realizada uma pesquisa para levantamento do real problema das DROGAS em nossa cidade, para que depois com esses dados formatados e analisados, em cima dessas informações, montaremos as estratégias de campanha para o próximo ano.


INTERVENÇÃO ESPECÍFICA:


São projetos voltados para grupo de pessoas em situação de risco, como por exemplo:


Campanhas nas indústrias: Visa trabalharmos efetivamente dentro das indústrias, propondo campanhas específicas e oferecimento de tratamentos contra o tabagismo e o consumo indevido de álcool. Além de palestras regulares sobre assuntos peculiares ao publico alvo, como por exemplo: uso indevido de drogas, educação de filhos, etc.


DISKVIDA: Visa disponibilizarmos um canal (telefone e internet) disponível para toda comunidade onde tivermos parceiros (entidades) realizando ações do projeto Mobilização. O telefone disponível seria um telefone da própria cidade, que através de voz sobre IP, a ligação é transferida para uma central de atendimento na sede do projeto “Sou vivo! Não Uso Drogas!”, formado por pessoas voluntárias, devidamente capacitadas a tirar as dúvidas necessárias. Segundo a revista época do inicio do mês de junho, mais de 60% das famílias não sabem onde conseguir ajuda quando descobrem que algum membro da família encontra-se adicto as drogas. Essa central teria o papel de informar e auxiliar nesses casos. Após a coleta dos dados necessários, o atendente repassará as informações para a entidade responsável pelo local de origem da ligação, que deverá num período inferior a 24 horas, deslocar-se até o endereço para fazer o primeiro contato e encaminhar o adicto para o grupo de auto-ajuda. Caso seja avaliada a necessidade de um tratamento mais efetivo e o adicto encontra-se apto ao tratamento, encaminha-se o pedido de internamento para a comunidade terapêutica REVIVER ou para outras comunidades conveniadas.


INTERVENÇÃO INDICADA:


Grupo de Auto-Ajuda: Nem todos os casos de drogadição são necessários o internamento para a recuperação. Dependendo do grau de dependência química gerado pela drogas, a pessoa pode ser liberta simplesmente com o grupo de auto-ajuda. Esse grupo visa através de um líder preparado para tal função, ajudar as pessoas a se manterem “limpos”, através dos seus próprios testemunhos e também com o acompanhamento da família. Uma pessoa doente (adicto a droga) significa que toda família padece dessa enfermidade e precisa também de recuperação. O grupo de auto-ajuda é formado por 15 a 20 membros no máximo, sendo na maioria convidados a participar através das ligações recebidas no diskvida. Em cada cidade onde o projeto for implantado deveremos ter pelo menos um grupo de auto-ajuda. As pessoas em que o líder entender que existe a necessidade de internamento da pessoa que está sendo acompanhada pelo grupo de auto-ajuda, então é repassado o perfil da pessoa para as comunidades terapêutica conveniadas afim de conseguir uma vaga para o adicto.


Comunidade Terapêutica: A situação de adictos (dependentes químicos) em nosso país é totalmente deplorável. As clínicas e comunidades terapêuticas não conseguem acompanhar o ritmo de crescimento da demanda. Além, que por falta de ajuda dos governos, as que estão em funcionamento encontram-se em estado deplorável. Muitas para poderem sobreviver, cobram valores que o adicto e sua família não tem condições financeiras para pagar. Diante disto, propomos a criação da comunidade terapêutica “REVIVER”, com capacidade de atendimento de 30 internos por bloco, totalizando 60 internos (máximo permitido por lei). A proposta seria a realização e aprimoramento de uma política interna de administração e de recuperação dos adictos, que em segundo momento seria proposto a replicação para outras entidades (Comunidades Terapêuticas) que hoje encontram-se com dificuldade de manter a qualidade em seus atendimentos.


Junte-se a nós, MOBILIZE-SE. Para obter mais informações sobre o projeto e até mesmo como levá-lo a sua cidade, visite nosso site: www.naousodrogas.com.br ou ligue: (44) 3631.8808.


Veja o vídeo:


Sou Vivo! Não Uso Drogas! from Tiago Michelato on Vimeo.


Acompanhe em sua cidade
» Visualizar todas cidades